Durante este pequeno estudo a palavra EXCELÊNCIA será repetida dezenas
de vezes, mas não por acaso. É para que fique gravada nas nossas mentes e nos
nossos corações. Todos nós queremos servir a Deus com excelência. Naturalmente,
excelência é fazer bem feito, com arte, beleza, criatividade, técnica e da
melhor forma. Mas, para Deus, o melhor não é necessariamente o campeão, ou que
ganhou a medalha, reconhecido por todos. Para Deus, o melhor é o melhor que
você pode fazer por Ele.
Nós somos sacerdotes, e
isto é um dos maiores privilégios que podemos ter. Fomos escolhidos pelo
próprio Deus para ministramos na Sua casa. Toda vez que for perguntado aqui no
estudo QUEM É VOCÊ? Responda e voz alta com convicção e com gratidão: EU SOU UM
SACERDOTE!
Como filhos de Deus temos o direito
de entrar no Santo dos Santos. Assim, temos livre acesso ao coração do Pai. No
entanto, somos também sacerdotes e, como tais, temos o dever de conduzir outras
pessoas a um lugar de adoração.
A primeira função de um sacerdote:
adorar a Deus e ajudar outras pessoas a também o adorar. O único sacerdote que
tem o direito de ficar entre Deus e o homem continuamente é Jesus. A nossa
função é conectar Deus ao homem e transformá-lo também em sacerdote.
Deuteronômio 10:1-9 diz que o Senhor havia separado a Tribo de Levi para
3 funções principais: carregar a Arca da Aliança, estar diante do Senhor para
ministrar a lei e para proclamar bênçãos sobre as pessoas.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
A Arca da Aliança, representava a
presença do Senhor. Dessa forma, entendemos que o sacerdote tem a função de
carregar a presença de Deus. O que nos torna um vaso de honra é o fato de
estarmos nas mãos do Senhor (II Corintios 4:7). Não tem nada a ver com brilho
próprio, talento ou capacidade natural; mas com o fato de estarmos nas mãos do
Rei. Deus pode usar um vaso de barro, imperfeito, para regar o mundo. Ele não
precisa que o vaso seja adornado em demasia ou feito de ouro. Ele pode usar o
vaso de barro, com suas imperfeições, mas que será moldado pelas mãos do
oleiro. Portanto, as nossas imperfeições não são um problema para Deus. Ele nos
usa, apesar de nossas limitações.
Além de carregar a presença do Senhor
e de ministrar a Deus, o sacerdote tem a função de abençoar as pessoas. A
bênção de Deus não existe para te fazer feliz. Todas as vezes que alguém
abençoa a outro na Bíblia, o Espírito Santo dá a eles uma visão, como que do
destino daquela pessoa, então eles oravam trazendo à existência aquele destino
e se preparando para receber o que estava por vir. Ou seja, temos que orar
pedindo a Deus que enxerguemos as pessoas com os olhos Dele.
Que maravilha que
nós, pessoas comuns, desrespeitados em
nossa dignidade e genealogia fomos ordenados por Deus para sermos Seus
sacerdotes pessoais. E como fomos escolhidos temos de oferecer o melhor de nós
para quem nos escolheu.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Sacerdotes, Deus só aceita aquilo que
é feito com excelência. Pode até parecer que sim, mas não é possível servi-lo
de outra forma, somente com excelência. A Palavra do Senhor diz que qualquer
homem que viesse oferecer algo a Deus deveria oferecer o melhor (Malaquias 1:8 –
Deuteronômio 15:21). A Palavra diz que qualquer que, tendo no seu rebanho,
macho sem defeito, promete e oferece para Deus outro com defeito, o que não era
o melhor, este não é aceitável diante de Deus.
Quando Deus instruiu Moisés a fazer o
Tabernáculo Ele disse a ele exatamente quais os artesões da comissão para fazer
para fazer o trabalho. (Êxodo 31:1-3;36:1). Eles não eram quaisquer artistas,
eles eram os melhores tecelões, ferreiros, joalheiros e trabalhadores em
madeira na nação inteira. Sempre que levantamos uma oferta (adoração) deve ser
o melhor que temos.
Por isso, Deus só aceita o melhor do
rebanho, a melhor rês, o macho campeão. O Senhor só aceita se for oferecido o
melhor, com excelência. Se eu vou ministrar, tenho que fazer o meu melhor. Você
sabe quando a unção de Deus vem no nosso meio? Quando nós lhe ministramos o melhor
de nós, o melhor do nosso coração (Jeremias 29:13). Isso é perceptível em
nossas vidas. Ora, todo o vosso coração é a excelência. Qualquer coisa menos
que todo vosso coração, para Deus, não é excelência, e Ele não aceita.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Quando vamos ao culto, o que
pensamos? “Hoje eu vou louvar a Deus
com todo o meu ser, vou cantar o meu melhor a Ele, com a maior força e empenho
que eu tiver” Se sim, pode ter certeza, depois de alguns minutos, a glória
de Deus virá no meio do povo. Ou, diferente desse pensamento, cantamos para
constar, porque estamos esperando chegar a hora da Palavra? Se for esta opção,
não espere a glória de Deus nesse lugar.
A glória de Deus é sinônimo de
excelência. Deus não mistura sua glória com mercadoria de segunda, com nada que
não tenha o selo da qualidade do céu. O Senhor não mistura sua glória com nada
feito para constar. Ela só pode ser associada com aquilo que é o melhor, pois é
a sua presença manifesta.
Tudo tem que ter excelência. As vezes
pensamos que excelência é um culto com uma tremenda aparelhagem, como se o
melhor louvor fosse aquele ministrado com o melhor equipamento. Grande
equívoco!, O que adiante ter os melhores microfones se os ministros e apoio não
tem a glória de Deus? O que adiante ter os melhores instrumentos se os músicos quando
tocam, não tocam o céu? É possível ter os melhores vocais e instrumentistas, e
não acessarmos a glória de Deus, todavia, podemos não ter instrumento algum,
talvez apenas um violão só para dar o tom, e o lugar se tornar tão cheio de
unção que chegue se pareça com o céu na Terra.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Excelência não é conceito
humano, não tente avaliá-la, dizendo que algo é excelente, sob uma ótica
humana, ou apenas porque tem uma aparência. Aparência exterior para Deus
significa nada. Os fariseus eram exteriormente excelentes, tinham uma aparência
excelente, eram limpos, organizados, perfumados, quase santos, mas qual era o
veredicto de Jesus a eles? (Mateus 23:27). Sepulcro caiado: um túmulo pintado
de branco por fora, mas cheio de vermes por dentro, carne em decomposição,
ossos velhos. Por dentro não há nada que preste. O que Deus olha? O mármore por
fora ou a vida por dentro? Não avalie segundo a aparência, não diga que algo é
excelente devido à aparência. A glória de Deus não se associa ao
relaxo, a falta de zelo ou com o mais ou menos (Jeremias 48:10). Mas se no seu
rebanho, o melhor que você tem é aquele pangaré que mal consegue ficar em pé,
então é nele que virá a glória de Deus. Agora, se você tem um campeão no seu
rebanho, então dê esse, porque o Senhor não aceita menos do que o melhor. Isso
é excelência. Trazer imperfeição a Deus não é sacrifício, é insulto.
Não se compare a ninguém. Toda
comparação é maligna. Toda comparação evoca e desperta a carne. Apenas avalie o
seu melhor. O que você poderia fazer de melhor? O que você poderia fazer com
todo o seu empenho? Enquanto sacerdote o que tenho feito é o máximo que posso
fazer? O que você está fazendo se enquadra nesse nível? Se for o seu melhor,
alegre-se, porque a glória de Deus virá sobre você, esteja você onde estiver.
A excelência começa no zelo, no fazer
o melhor, e na dedicação, mas ela termina na manifestação da presença de Deus.
Em qualquer coisa que tenha a glória de Deus, o selo da sua presença, é
excelente. Pois a manifestação da glória significa que houve a aprovação de
Deus. (II Timóteo 2:15). E, se Ele aprovar, estamos no caminho certo.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Agora, o que adianta ter algo lindo,
tecnológico, iluminado, impactante do ponto de vista visual, um
verdadeiro show, mas sem o
selo da presença? Se não há o selo da presença de Deus, então não há a
assinatura dele, portanto não há glória. É o melhor que o homem faz, mas ainda
não tem excelência, porque a excelência só começa onde o homem termina. Ela é o
selo da presença de Deus.
Se a unção dele não vier, qual a diferença
entre uma dança da nossa igreja e uma dança do mundo? O que tem que nos
diferenciar do mundo não é, se eu danço a música A ou B ou se eu canto o hino X
ou Y. Não é uma questão de estilo, é como eu faço. O que me faz diferente do
mundo é a nuvem de glória que está sobre mim.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Nós somos a sarça. (Êxodo 3:1-7). Podemos
ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas
que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se
tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a
diferença: o fogo na sarça. Não interessa se a sarça foi limpa, envernizada,
borrifada, não interessa o enfeite que você colocou. O que interessa é: na
sarça tem o fogo da presença de Deus. Por fora somos uma sarça como qualquer
outra, sem nada de especial, mas o que importa é ter o selo de Deus. Portanto,
o que é excelência? Excelência é ter o selo de Deus. A excelência vem
quando fazemos o que não poderíamos fazer sem Deus. Portanto, só é excelente
quando é impossível ao homem. Se o que você faz é só o que é possível, isso não
é excelência. Eu posso ministrar usando todas as técnicas de música, isso é o
que homem pode fazer. Mas, se em algum momento dessa ministração alguém for
tocado, seus olhos encherem de lágrimas, o seu espírito entrar em erupção,
conectando-se aos céus e indo a Deus, é sinal que é obra exclusiva de Deus,
pois é algo que eu, naturalmente, não posso fazer. Não é errado usar a melhor técnica,
só que isso é o limite do homem. Excelência significa ir além do limite, é
quando o que você canta se torna Palavra de Deus no coração de quem ouve. Isso
é excelência.
Podemos cantar afinado, bonito, melódico, com
técnica, até com emoção e sentimento, mas só vai ser excelente se as pessoas
ouvirem anjos cantando junto conosco e, de alguma maneira, aquela música entrar
em suas almas e as levarem até Deus. Quando isso acontece, fomos além do
natural. Quem pode fazer isso? Ninguém. Por isso é excelência, é Deus quem faz
através de nós. Se a nossa obra é só aquilo que eu posso fazer, ainda não há
excelência. Excelência é aquilo que excede a capacidade humana.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Há muitas expressões de glória na
Palavra de Deus, porque glória é excelência. É só uma expressão bonita para
dizer a mesma coisa. Glória! Havia glória na face de Moisés, que era obrigado a
colocar um véu, (Êxodo 34:29-35; II Coríntios 3:13). Só precisamos estar
atentos para perceber quando ainda existe o véu, mas não existe mais o brilho
de Deus por baixo dele. Há glória quando Davi vence a Golias, quando um
garoto, que não podia por si vencer o gigante, o derruba com uma pedra na
testa. Aquele que é especialista em guerra, que tem todas as armas, morre com
uma pedrada. Isso é glória. Não tem glória brilhante, mas tem glória nos céus.
Há glória quando o menor vence o maior, quando o impossível, o improvável, acontece.
Isso é glória. Glória é alguém pregado na cruz declarando: “Eu venci o mundo e o vencerão também”.
Isso é glória. Há glória quando todo mundo diz que é derrota e Deus diz que é
vitória. Há glória quando as muralhas de Jericó caem. Caem não porque o povo
tem retro escavadeiras, bombas e mísseis. Caem apenas porque gritam diante de
Deus e o Senhor diz: “Isso é bom, esse
grito é bom, eu vou!” E, quando Ele vem, nada o suporta.
É glória, dois homens estarem
cantando em uma cadeia de madrugada e nem se lembram direito a letra do hino,
mas aquela música chega até Deus. Eles estão cantando e a platéia deles é
constituída de vários marginais, mas eles não sabem que há um a mais ouvindo,
que é o próprio Deus. E, em um momento, Deus fala que vai entrar no refrão do hino.
E quando o Senhor canta os montes tremem.
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Os mares rugiram e na hora que Deus
entrou no refrão, junto a Paulo e Silas, a prisão tremeu e as cadeias abriram.
Tudo porque Deus resolveu que valia a pena cantar em conjunto com aqueles dois
homens. Quantos de nós estamos aptos para ter Deus cantando junto conosco? Deus
só associa a sua glória com aquilo que é feito de todo coração a Ele. Para
isso, tem que ser o melhor. Quando viermos para o culto, venhamos para dar
o melhor. Quando viermos para ouvir ou fazer, venhamos para ouvir ou fazer o
melhor. Não interessa o que seja, faça de todo coração, que o Senhor irá
associar a presença dele. A glória é a manifestação da presença e do poder de
Deus. É Deus descendo à terra.
Diga: “Eu vou fazer o meu melhor. Sou um sacerdote. Deus me escolheu para
ministrar na Sua casa. Fui escolhido entre milhares. Tenho prazer em estar na
Sua casa, fazendo o Seu trabalho”. Ao fazer o meu melhor, eu quero
que a glória de Deus venha, seja na dança, na música, nos instrumentos. Seja
liderando, pregando, ensinando nas salas de aula, trabalhando, comendo,
bebendo, jogando bola, na praia, fazendo o que for. Sou um sacerdote onde quer
que eu esteja e sei que Deus irá onde há corações intensos para Ele, porque o
Senhor não olha a aparência, mas o coração. (II Samuel 16:7).
Os filhos de Corá, sacerdotes que
serviam na presença de Deus, sabiam disso e por isso que eles declaram o que
está escrito no Salmo 84:10.
Jesus é o líder da adoração. Ele é o
Sumo Sacerdote. Nossa obrigação é de apenas obedecê-lo e seguir a sua
liderança. Não somos responsáveis pelos resultados. É Deus!
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
A glória será sempre Dele (Apocalipse
4:9-11). Aos 24 seres mais poderosos do céu foram dadas coroas, e não para as
sua cabeças, mas para o embelezamento dos pés de Deus. A eles foram dados
tronos, não para elevá-los, mas para dar-lhes uma posição mais elevada para se
humilharem e se curvarem diante do Rei. Eles não consideravam isto um insulto,
uma inconveniência ou uma vergonha. Eles consideravam isto uma honra. Ele é
merecedor de mais do que aquilo que eles traziam.
Enfim, quando ouvimos o termo
excelência rapidamente pensamos em superioridade em certo ofício. Com certeza
trata-se disso mesmo, mas no louvor e adoração a excelência ultrapassa os
limites de superioridade no ofício. Se buscarmos na Bíblia Sagrada, veremos o
rei Davi falando sobre a qualidade dos ministros da música – “Cantai-lhe
um cântico novo; tocai bem e com júbilo.” Salmos 33:3 – mas no
mesmo versículo vimos também uma ordem para um louvor perfeito, o JÚBILO,
que é vital para a verdadeira adoração, ou seja alegria, prazer naquilo que
estamos fazendo, corações quebrantados e totalmente rendidos ao Senhor Deus,
razão de nosso louvor e adoração.
O sacerdote ensina o povo os caminhos
de Deus (Pv 14:12). Alguns caminhos parecem certos para o homem, mas no final,
conduzem à morte. É sua obrigação, como líder, ajudar as pessoas a compreender
qual é o caminho da verdade
O líder tem a responsabilidade de
conhecer as maneiras de Deus e de manejar bem a Sua Palavra. Você tem que ser
um sacerdote se quiser levantar outros sacerdotes.
Sigamos para a excelência da
adoração, pois aquele quem nos legitimou é merecedor de toda a hora, glória e
louvor para sempre!
QUEM É VOCÊ? EU SOU UM SACERDOTE!
Deus Abençoe à todos!
“Felizes são os que ouvem a palavra
de Deus e a guardam!”
(Lucas 11:28 )
Que estudo maravilhoso!!!DEUS ABENCOE.
ResponderExcluir