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2017-05-06

O espírito de Samuel falou com Saul?




Poderia alguém do mundo dos mortos voltar para se comunicar com os vivos? Então como explicar 1 Sm 28:11,14?

Vejamos então os versículos atentamente:

A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel.
Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.
E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra.
E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.

Teria Saul falado com Samuel através dos trabalhos de uma feiticeira? Teria Deus aberto uma exceção e permitido o contato entre o espírito de Samuel com Saul? ou era um demônio?

Existem vários pontos que provam a impossibilidade de que o espírito de Samuel pudesse realmente estar lá. Vejam dez fatos que encontrei na analise deste texto.

1º Em 1 Sm 28:6 Deus se negou a falar com Saul. “E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas”

Isso foi o que levou Saul ao desespero em busca de uma feiticeira, porventura em seguida teria Deus “se arrependido” de não ter falado com ele e sendo assim utilizou uma sessão espírita para falar com Saul? Obviamente que isso seria impossível, já que o próprio Deus abomina a pratica do feitiço e da busca pelos espíritos dos mortos.

2º Consultar mortos era uma prática pagã totalmente repudiada pelas Escrituras e abominada por Deus (cf. Ex.22:18; 1Sm.28:3). Se Deus quissesse falar com Saul, ele utilizaria outras formas, e não utilizando o espirito de alguém que já morreu através de uma feiticeira.

3º A causa da morte de Saul, foi justamente por ter buscado uma médium: 1Cr.10:13 “Saul morreu porque foi infiel ao Senhor; não guardou a palavra do Senhor e chegou a consultar uma médiun em busca de orientação, em vez de consultar o Senhor. Por isso o Senhor o entregou à morte e deu o reino a Davi, filho de Jessé.
1 Crônicas 10:13,14

Poderíamos parar por aqui, pois já seria suficiente, mas vamos seguir.

4º Em nenhum lugar do texto mostra a intervenção de Deus na transferência do suposto “espirito” de Samuel do mundo dos mortos para o mundo dos vivos, o texto deixa claro que foi pelo poder de uma mera feiticeira.

Vs:11 “A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel.”

Teria uma feiticeira poder sobre o mundo dos mortos? Deus tem poder sobre tudo (ainda que jamais iria contrariar sua palavra), mas acreditar que uma feiticeira tem poder sobre espíritos é insanidade, pois nem o diabo tem poder sobre a morte, o que dirá uma mera feiticeira.

5º Alguns em sua interpretação errônea, afirmam que é a própria bíblia quem afirma que Samuel lá estava, mas não, basta ler atentamente para logo compreender que o escritor apenas narra o diálogo entre Saul, a feiticeira e o “espirito”, em nenhum lugar há qualquer afirmação por parte do escritor que de fato o verdadeiro espírito de Samuel estava lá, o que vemos é uma narração da interação entre Saul a mulher e o “suposto espirito de Samuel”.

6º As Escrituras afirmam que quem buscasse a prática de necromancia seria contaminados por ela (cf. Lv.19:31; Ap.22:15). Portanto Samuel iria desobedecer o próprio Deus se submetendo as ordens de uma feiticeira? Obvio que não.

7º A bíblia diz, que quando morremos, o corpo volta ao pó, e o espírito volta a Deus,

(Eclesiastes 12:7) todavia no Vs 13 diz: Vejo deuses que sobem da terra. Se nós aqui estamos falando de espírito, então o mesmo deveria descer, já que o espirito de Samuel estava com Deus. 1 Samuel 28:13

8º Se foi de fato Samuel quem se apresentou para Saul, então teremos que dar credibilidade para todas as sessões espíritas. Isso seria loucura, a bíblia é clara referente a isto.

9º O suposto espírito de Samuel deu três profetadas, primeiro, Samuel disse que Saul seria entregue nas mãos dos filisteus (v.19), Mas o fato é que Saul se suicidou (cf. 1Sm.31:4), e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (cf. 1Sm.31:11-13), e não dos filisteus (nem Saul e nem os moradores de Jabes-Gileade eram filisteus). Ele foi entregue aos cidadãos de Jabes-Gileade, após cometer suicídio.

A segunda profetada do suposto Samuel era que no dia seguinte “tu e teus filhos estarão comigo” (v.19). Mas falhou de novo, porque metade dos filhos de Samuel não morreu (cf. 2Sm.31:8-10; 21:8).

Mas o suposto espirito não se contentou com duas falsas profecias, e deu a terceira. “amanhã você e seus filhos estarão comigo (mortos)” (v.19). E não foi no dia seguinte que morreram, apenas muitos dias depois.

Lembrando que no original hebraico para “amanhã” neste texto é mahar, que significa realmente dia seguinte, e não um tempo indefinido, como em Êxodo 9:5:1, 1ª Samuel 20:5, Provérbios 3:28, Isaías 22:13 e em outros textos.

10º O que a feiticeira afirmou ter avistado foi um ser sobrenatural, ou seres sobrenaturais, “um deus-elohim”. Este termo é utilizado com frequência com relação a falsos deuses (Gn.35:2; Êx.12:12; Êx.20:3), e Paulo nos diz que o agente que atua por detrás dos “deuses” são os demônios (cf. 1Co.10:20). Portanto, nada mais aconteceu senão “o próprio Satanás se transfigurando em anjo de luz” (cf. 2Co.11:14).

Créditos: http://www.conselhosdoceu.com.br/o-espirito-de-samuel-saul/

Lucas 23:43 e o ladrão da cruz


Muito tem se alegado de que Jesus teria dito ao ladrão da cruz que “hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc.23:43), ignorando a declaração anterior, que afirma que “em verdade te digo hoje... estarás comigo no Paraíso” (Lc.23:43). Com isso, eles colocam o ladrão da cruz no Paraíso naquele mesmo dia junto a Cristo, interpretação essa que entra em conflito com uma série de fatos que você pode conferir neste artigo, dentre as quais podemos destacar:

1º O fato de que Jesus, após três dias morto, declarou a Maria Madalena que ainda não havia subido ao Pai (Jo.20:17). Ora, se Jesus não havia subido ao Pai neste tempo, então obviamente Ele não esteve com o ladrão da cruz no dia da sua crucificação.


2º O fato de que, comumente, os crucificados levavam horas ou dias agonizando na cruz, e que o tempo contado da forma judaica dava o dia como terminado às 18:00. Sendo que Jesus morreu às 15:00 (“hora nona” – Mt.27:46), o ladrão da cruz teria apenas um curto período de menos de 3:00 para ter morrido, o que entra em conflito com as diversas evidências que temos de que o tempo que um crucificado agonizava na cruz era muito maior. Note que os soldados romanos apenas cortaram as pernas dos crucificados (Jo.19:32), com a intenção de deixá-los sofrendo por mais tempo; se quisessem uma morte instantânea bastava ter acertado a lança no fígado ou no coração deles.


3º O fato de que a Bíblia consta que Jesus passou no Hades (Sheol) os três dias em que esteve morto (At.2:27), e que este local está em contraste com o Paraíso (Mt.11:23; Ef.4:9; Mt.12:40), não sendo o mesmo lugar, mas estando em oposição a ele (“será elevada até o Céu? Não, você descerá até o Hades” – Mt.11:23). Portanto, se Jesus passou os três dias em que esteve morto no Hades, e o Hades não é o Paraíso, mas está em contraste e oposição a ele, então ele não esteve com o ladrão da cruz no Paraíso naquele mesmo dia. A evidência bíblica é que Jesus adentrou o Paraíso na sua ascensão, não na sua morte (Jo.20:17; At.2:27; At.1:9-11). Tendo em vista tudo isso, já se torna óbvio que o ladrão da cruz não esteve com Cristo naquele mesmo dia no paraíso.


Para falar a verdade, eu nem deveria perder o meu tempo mostrando mais provas de que a vírgula deve ser colocada depois do “hoje”, pois essa é a única opção que está bem ligada e relacionada com todos os demais fatos e acontecimentos bíblicos. Se a vírgula é antes do “hoje”, então temos uma série de contradições insolucionáveis, mas que os imortalistas estão dispostos a encarar, somente para não abrir mão de uma de suas maiores “provas”. Mas se a vírgula é depois do “hoje”, isso faz total coerência com todos os demais acontecimentos bíblicos e históricos que vimos acima (e muitos outros mais). A Bíblia continuaria livre de contradições, e tudo faria um completo sentido lógico e coerente.



-A Gramática:


Ainda que o texto original não possua vírgulas, a forma linguística em que ele é escrito nos ajuda a desvendarmos qual é o seu real sentido na passagem em pauta. No português, quando traduzimos a frase podemos colocá-la antes ou depois do advérbio “hoje” (como vimos acima), e ambas as traduções aparentemente podem dar sentido real a frase. Contudo, quando pegamos os manuscritos originais no grego e ponderamos em onde colocar a vírgula, tal não faz sentido se ela for colocada antes do “hoje”, como querem os imortalistas. 


Por quê? Simplesmente porque isso criaria um dilema de primeira ordem por falta de lógica no próprio texto. Grande parte dos tradutores simplesmente ignora a palavra ἐμοῦ = de mim. Sem considerar esta palavra o sentido original do foi dito se perde. Vejamos uma tradução do verso palavra por palavra:

καὶ = E εἶπεν = disse αὐτῷ = a ele Ἀμήν = amém σοι = a ti λέγω = digo σήμερον = hoje μετ᾿ =depois ἐμοῦ = de mim ἔσῃ = serás ἐν = em τῷ = o παραδείσῳ = paraíso.


A palavra μετ᾿ significa “comigo”, como também significa “depois”, se você considerar que μετ᾿ está no sentido de “comigo”. Necessariamente, temos que ignorar a palavra ἐμοῦ = de mim. Comigo de mim, não faz sentido algum. A vírgula não pode ficar antes de “hoje”. A vírgula deve ser colocada após o “hoje” e também após o “depois”. Considerando todas as palavras como elas são literalmente e traduzindo corretamente, o sentido original do foi dito fica muito claro:

 

“E disse a ele; Amém, a ti digo hoje, depois, de mim serás em o Paraíso”. Depois de todas as coisas concluídas, o ladrão com certeza absoluta será do nosso Salvador. Jesus entregou ao ladrão da cruz a promessa de que este estaria no Paraíso. ‘Hoje’ é o momento em que esta promessa lhe foi dita. Naquele momento Cristo assegurou a ele tal promessa. Mas em resposta a que foi feita a promessa?

Verso 42... μνήσθητί = Lembra-te μου = de mim ὅταν = quando ἔλθῃς = vier εἰς = em τὴν = oβασιλείαν = Reino σου = de ti.


“Lembra-te de mim quando vier em o reino de ti”. O ladrão tinha dúvida se aquilo poderia ser possível e, por isso, seu pedido a Jesus foi que este se lembrasse dele, não quando morresse, mas quando Ele viesse em seu poder visível. Então, naquele momento, o hoje, Cristo lhe deu esta certeza. Ele lhe garantiu: “depois, de mim serás no Paraíso”.


A preposição μετὰ indica um tempo – depois; após; além de. Depois que todas as coisas forem concluídas, quando Cristo vier na Sua Glória, o ladrão será propriedade do Senhor Jesus. Naquele momento, o ‘hoje’ do verso, o ladrão recebeu a certeza de que no futuro, estaria com Cristo no Paraíso. 


ἐμοῦ ou μου é um pronome na primeira pessoa do singular, que não pode ser ignorado. No grego a pontuação não é absolutamente necessária para a compreensão textual, mas no português se você não organizar as palavras da maneira correta e usando a pontuação, o texto fica sem nenhum sentido, e ainda dá margens para más interpretações.



-Os Pais da Igreja e Manuscritos Antigos:


Como já foi demonstrado, no original grego (Koiné) que a Bíblia foi escrita não existia vírgulas, o que dá margens para os tradutores as colocarem de acordo com as suas tradições religiosas. Mas, posteriormente, o grego passou a ter vírgula, e como era costume dos Pais da Igreja citarem constantemente as Escrituras em seus próprios escritos, eles transcreveram o texto de Lucas 23:43 da forma mais coerente que vimos acima: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso”. Por exemplo, Hesíquio de Jerusalém, que foi um cristão presbítero e exegeta do quinto século d.C, transcreveu essa passagem de Lucas 23:43 da seguinte maneira:


“Verdadeiramente eu lhe falo hoje” [1]


Teofilacto declarou o mesmo ao escrever Lucas 23:43 do seguinte modo:

 “Verdadeiramente Eu lhe falo hoje” [2]


Como vemos, os próprios Pais da Igreja de épocas posteriores (onde já existia a vírgula) reconheciam que Jesus lhe falava “hoje” que o ladrão estaria com Ele no Paraíso, e não que o ladrão estaria no Paraíso naquele mesmo dia. Vale ressaltar um detalhe importante: a maioria dos Pais da Igreja, especialmente a partir do terceiro século d.C, começaram a adotar a tese da imortalidade da alma, contrariando a visão de dois séculos de Cristianismo. Isso significa que estes Pais da Igreja, mesmo sendo imortalistas, reconheciam que a forma gramatical do grego apontava que a vírgula deveria ser colocada depois do “hoje”. 


O mesmo acontece nos dias de hoje: vários imortalistas já abandonaram este “argumento de Lucas 23:43”, uma vez que perceberam que a passagem pode perfeitamente ser entendida e interpretada dentro do prisma mortalista, sem qualquer problema. A interpretação de que Lucas 23:43 é uma “prova” da imortalidade da alma só começou a surgir vários séculos depois, quando começaram a pedir provas bíblicas que fundamentassem essa doutrina, e, sem encontrar quase nenhuma, tiveram que apelar para passagens como essa, que nem mesmo os primeiros imortalistas lançaram mão dela, entendendo que a pontuação realmente era contra, e não a favor da tese deles neste texto.


Vale também ressaltar que não foram apenas os Pais da Igreja que entenderam que a vírgula em Lucas 23:43 deve ser colocada antes do “hoje”, pois muitos outros manuscritos antigos atestam o mesmo. Os Manuscritos Bc e Sy-C, Antigo Siríaco, que são grandemente respeitados na comunidade acadêmica e apologética e que datam do terceiro século AD, sendo um dos manuscritos do NT mais importantes que temos até hoje, verte o texto de Lucas 23:43 colocando a vírgula depois do “hoje”:


"Eu digo a você hoje, que Comigo tu deve está no Jardim de Éden" [3]


Até mesmo o Evangelho de Nicodemos, escrito ainda no segundo século AD (portanto, bem próximo aos apóstolos), também faz referência direta à passagem de Lucas 23:43, e traduz da seguinte forma:


"E Ele disse a ele: 'Hoje Eu lhe conto a verdade, que Eu devo o ter em Paraíso Comigo.'; ‘E imediatamente Ele disse a mim: Amém, amém, hoje Eu lhe falo,  você estará comigo no Paraíso’” [4]


Importante lembrar que qualquer um que leia o Evangelho apócrifo de Nicodemos irá perceber que ele adota a linha da imortalidade da alma (uma característica própria de evangelhos e obras apócrifas), mas mesmo assim reconhece que a vírgula na passagem em pauta deve ser colocada depois do “hoje”, e não antes. Portanto, eu não estou aqui mostrando “traduções dos mortalistas e das testemunhas de Jeová”, eu estou aqui mostrando as traduções mais antigas dos mais antigos manuscritos bíblicos, obras antigas e dos Pais da Igreja, mesmo dos imortalistas, e todos eles concordam que a vírgula deve ser colocada depois do “hoje”!


E para fechar o caixão deles de uma vez por todas (de tantas provas fica até cansativo continuar), o próprio Vaticanus 1209, um dos melhores manuscritos gregos do Novo Testamento, que data do século IV d.C e que é uma das fontes pelas quais os estudiosos mais trabalham na identificação do original do NT, traz o seguinte em Lucas 23:43:
 

Note que no texto grego há um ponto depois da palavra “semeron” (dia), e não antes dela! Este Condex Vaticanus foi considerado por Westcott e Hort como o melhor manuscrito grego do NT, e é também um dos manuscritos mais antigos da Bíblia, sendo inclusive mais antigo do que o Codex Sinaiticus. É interessante também os comentários do erudito Earle Ellis em sua obra “The Gospel of Luke”, no comentário da Bíblia New Century:


“Alguns manuscritos produzidos razoavelmente cedo colocam a vírgula depois de ‘hoje’ e assim, continuam com a referência a parousia do verso 42” [5]


Isto, sem dúvida, mostra que este erudito sabe a respeito da pontuação no Ms Vaticanus em Lucas 23:43, bem como em outros respeitados manuscritos antigos. Sendo assim, chega a ser cômico e engraçado algum imortalista vir a mim e, na maior cara de pau, afirmar que somos nós mortalistas que “adulteramos” a Bíblia na tradução de Lucas 23:43, colocando a vírgula antes do “hoje”. Que “prova” que ele tem a favor do lado dele? Ele tem João Ferreira de Almeida, e nós temos a gramática e exegese do grego original, a tradução dos Pais da Igreja neste texto, as obras antigas pseudoepígrafes, os manuscritos do Antigo Síriaco, os manuscritos do Condex Vaticanus, etc, etc, etc. 


Chega a ser até uma covardia debater sobre Lucas 23:43 com essa gente. Na verdade, tudo o que eles tem é a obstinação deles em ter que aceitar essa tradução errônea de Lucas 23:43, para dar uma “base” e uma “carinha cristã” a uma doutrina que Jesus jamais pregou – a imortalidade da alma. Elestêm que se agarrar nela, ou senão essa heresia ficaria ainda mais escancarada. Em síntese, o imortalista que quiser vir aqui e comentar qualquer coisa sobre este artigo, antes de tentar refutar uma única linha ele terá que ter em mente que, se a vírgula deve ser colocada antes do “hoje”, então...


1º Jesus já havia subido ao Pai em João 20:17.


2º O ladrão da cruz levou menos de três horas para morrer.


3º Hades e Paraíso são tudo a mesma coisa.


4º Devemos ignorar a palavra ἐμοῦ (=de mim), que está no original grego exatamente para dar ênfase ao fato de que a vírgula deve ser colocada depois do “hoje”, e não antes.


5º Os Pais da Igreja que transcreveram Lucas 23:43 com a vírgula, colocando ela antes do “hoje”, estão todos adulterando a Bíblia para o lado mortalista, mesmo sendo imortalistas!


6º As obras cristãs dos primeiros séculos que sobreviveram até hoje e reproduziram Lucas 23:43 colocando a vírgula depois do “hoje” também estão todas adulterando a Bíblia.


7º Os Manuscritos Bc e Sy-C, Antigo Siríaco, embora sejam altamente respeitados, adulteraram Lucas 23:43 descaradamente.


8º O Condex Vaticanus, que é considerado por muitos eruditos como o melhor e mais fidedigno manuscrito antigo do NT, também adulterou Lucas 23:43, pois posicionou a vírgula depois do “hoje”, e não antes.


Está lançado o desafio para qualquer imortalista que se julgue o “sabichão” da Bíblia porque um tal de João Ferreira de Almeida, no século XVI depois de Cristo, traduziu em língua portuguesa Lucas 23:43 da forma que eles querem (risos). Se quiserem assinar os oito pontos acima e esbanjarem qualquer tentativa de refutação, que o façam no mesmo nível deste artigo, ou seja:


1º Quero ver manuscritos bíblicos antigos no mesmo nível de autoridade do Condex Vaticanus e que coloquem a vírgula antes do “hoje”.


2º Quero ver Pais da Igreja que transcreveram Lucas 23:43 colocando a vírgula antes do “hoje”.


3º Quero ver obras cristãs ou pseudoepígrafes que datem dos primeiros séculos e que transcreveram Lucas 23:43 com a vírgula antes do “hoje”.


4º Quero ver um estudo completo e aprofundado na gramática do original grego que refute tudo aquilo que foi demonstrado aqui.


5º Quero ver provas de que Jesus mentiu para Maria Madalena em João 20:17 e que já tinha subido ao Pai, se encontrado com o ladrão da cruz três dias antes no Paraíso, depois ido para o Hades (que não é o Paraíso), e depois voltado, e dito que ainda não tinha subido!


Mas enquanto estes imortalistas que se acham os donos da bola de cristal continuarem tendo como única “prova” as traduções de João Ferreira de Almeida e companhia limitada em séculos recentes e em línguas que nem sonhando algum apóstolo falava, estarão apenas assinando embaixo o quanto que a interpretação deles de determinados textos bíblicos é extremamente tendenciosa e forçada ao ponto de eu pensar que isso é mais desonestidade do que simples ignorância e falta de informação.

 

Créditos: http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2012/12/lucas-2343-e-o-ladrao-da-cruz-parte-1.html

2017-04-27

Jesus curou um ou dois endemoninhados em Gadara?


O fato em questão encontra-se em Mateus 8.28-34 (comparar Marcos 5.1-20 e Lucas 8.26-39). A distinção dos relatos dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas é que Mateus fala de dois endemoniados, enquanto Lucas e Marcos apenas de um. Mas, afinal, eram dois ou um? A explicação, neste caso, é que Mateus foi mais detalhista em seu escrito, como aconteceu também no relato que ele fez a respeito da cura de dois cegos (Ver Mt 20.30). Quanto a Marcos e Lucas, eles se ocuparam apenas em focalizar o endemoniado proeminente. O que devemos levar em consideração no relato desses evangelistas é o propósito de suas narrativas. Ou seja, seu ponto principal: houve ou não o milagre da libertação? Os autores têm a mesma posição quanto ao poder de Cristo? São unânimes ao demonstrar evidências de que Jesus era de fato o Messias ou vacilam nas credenciais messiânicas? Podemos perceber, no Novo Testamento, que todos os evangelistas procuram apresentar evidências conclusivas sobre a vida, ministério, sacrifício, morte e ressurreição de Jesus. E não apenas os evangelistas, mas os inimigos de Cristo (as classes religiosas de sua época e os historiadores céticos) também registram essas evidências. Quanto aos pormenores, cada um escreveu segundo sua própria perspectiva. E faziam isso de acordo como os detalhes lhes saltavam aos olhos: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra” (1 Jo 1.1-4).

Créditos: http://www.cacp.org.br/jesus-curou-um-ou-dois-endemoninhados-em-gadara/

2017-04-25

Quem foi a esposa de Caim? A esposa de Caim era sua irmã?"


Resposta:
A Bíblia não relata especificamente quem foi a esposa de Caim. A única resposta possível é que a esposa de Caim tenha sido sua irmã, sobrinha ou sobrinha-neta, etc. A Bíblia não diz qual a idade de Caim quando matou Abel (Gênesis 4:8). Uma vez que eram ambos fazendeiros, eram provavelmente adultos, possivelmente já com suas próprias famílias. Adão e Eva certamente haviam tido mais filhos além de Caim e Abel na época em que Abel foi assassinado – e com certeza tiveram muito mais filhos depois (Gênesis 5:4). O fato de Caim ter temido por sua própria vida depois de ter matado Abel (Gênesis 4:14) indica que provavelmente havia muitos outros filhos e talvez até netos ou bisnetos de Adão e Eva naquele tempo. A esposa de Caim (Gênesis 4:17) era filha ou neta de Adão e Eva.

Como Adão e Eva foram os primeiros (e únicos) seres humanos, seus filhos não tinham outra escolha a não ser o casamento entre si. Neste ponto, Deus não proibiu o casamento dentro de uma mesma família; somente o fez muito mais tarde, quando já havia suficiente número de pessoas para que o casamento dentro da mesma família não fosse mais necessário (Levítico 18-6-18). A razão pela qual o incesto freqüentemente resulta em anormalidades genéticas nos filhos se explica no fato de que duas pessoas de genética semelhante (por exemplo, irmão e irmã), ao terem filhos, os expõem a uma maior probabilidade de defeitos genéticos, pois tanto o pai quanto a mãe têm os mesmos defeitos em seus próprios genes. Quando pessoas de famílias diferentes têm filhos, é altamente improvável que ambos tenham os mesmos defeitos genéticos. O código genético humano tem se tornado altamente “poluído” através dos séculos à medida que os defeitos genéticos vão se multiplicando, ampliando e sendo passados de geração em geração. Adão e Eva não tinham defeitos genéticos, o que permitiu que tanto eles quanto as primeiras gerações de seus descendentes pudessem gozar de uma saúde muito melhor do que a que temos agora. Os filhos de Adão e Eva tiveram poucos defeitos genéticos, se é que os tiveram. Por isso, era seguro que se casassem entre si. Pode parecer estranho ou causar repulsa imaginar a esposa de Caim como sua própria irmã. No começo, uma vez que Deus começou com um homem e uma mulher, a segunda geração não teve outra escolha a não ser o casamento entre si.

Créditos: https://www.gotquestions.org/Portugues/esposa-Caim.html

O Profeta Elias Subiu ao Céu Num Carro de Fogo?


Sempre ouvimos falar que Elias subiu em um carro de fogo ao céu, não foi bem assim, olhe o que a Bíblia diz:

“Sucedeu que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu.” (II Rs 2:1) (ARA)

“E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (II RS 2:11) (ARA)

Observe que o carro de fogo só separou o Profeta Eliseu do Profeta Elias; e o Profeta Elias subiu ao céu em um redemoinho.

Créditos: http://pastoradaocarvalho.blogspot.com.br/2009/05/o-profeta-elias-subiu-ao-ceu-num-carro.html

Quem cortou o cabelo de sansão?


Muitos de nós talvez aprendemos ou a nossa resposta de imediato diríamos que foi Dalila!

Mas Dalila não cortou sequer um fio de cabelo de Sansão.

Mas afinal, então, quem cortou o cabelo de Sansão?

A Bíblia diz no livro de juizes 16:19
“Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e RAPOU-LHE as sete tranças do cabelo de sua cabeça e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força.”
Por tanto a palavra de DEUS nos diz que foi um homem, provavelmente um filisteu.

Dalila por três vezes tentou desvendar o segredo de Sansão mais não conseguiu, até que na quarta tentativa, Dalila consegue o seu objetivo que é descobrir da onde vinha a sua força, ou seja, seu cabelo não poderia ser cortado.

Sansão perdeu sua força, foi dominado pelos filisteus, teve seus olhos arrancados e teve que trabalhar para eles rodando moinhos.
Tudo isto por causa de uma sedução maligna que o levou à desobediência.
O mesmo aconteceu com Eva e Adão com relação ao fruto da arvore do bem e do mal, o problema não estava no fruto e nem no cabelo de Sansão, mas na indisciplina espiritual.

A desobediência e a rebeldia dão legalidade para satanás atuar na vida de um homem e de uma mulher de Deus.

Créditos: http://glademirstocco.blogspot.com.br/2011/02/quem-cortou-o-cabelo-de-sansao.html

O filho pródigo comeu da comida dos porcos?


Há muitos que afirmam, durante suas men­sagens, que o filho pródigo depois que gastou toda sua fortuna, de maneira dissoluta, foi trabalhar nos campos de certo cidadão, cuidando de porcos. Até aí está tudo de acordo com o que diz a Bíblia. Con­tudo, gostam de acrescentar que o filho pródigo comia comida de porcos, as alfarrobas, que servia aos suínos que apascentava.
A Bíblia diz apenas que ele “desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos co­miam” (Lucas 15:16). Entre desejar comer e efeti­vamente deglutir aquela alimentação estranha ao homem, era algo bem diverso.
Algumas traduções dão “alfarrobas”, en­quanto que outras dão “bolotas”. Encontramos tra­duções com “vagens”, “palha de milho” e “legumes”. Julgamos que a melhor tradução é mesmo “bolo­tas”, que são glandes do carvalho ou da azinheira.
Outra curiosidade do texto é que esta ex­pressão “ninguém lhe dava NADA.” (V-16), dá a impressão que ele queria comer as bolotas e nin­guém queria lhe dar algum pão ou outro tipo de comida. Esta palavra NADA é um acréscimo de composição, ou seja, palavras que são colocadas para compor melhor o texto, mas que não se encon­tram nos originais.
A tradução mais correta seria, então, a se­guinte: “E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém LHAS DAVA.” Ou seja, ele bem que comeria as tais bolotas, o problema é que nem mesmo as bo­lotas eram liberadas para sua alimentação.

Créditos: http://www.cacp.org.br/o-filho-prodigo-comeu-da-comida-dos-porcos/

Camelo que passa pelo buraco da agulha...



Todos conhecemos bem a frase de Jesus narrada por Mateus 19,24: “É mais fácil o camelo entrar pelo buraco da agulha do que o rico entrar no Reino de Deus”. Considerado as dimensões do camelo e a do buraco da agulha, é óbvio que parece uma expressão irreal. É verdade que se trata de uma figura de linguagem que sublinha um elemento difícil de acontecer, uma coisa exagerada, mas mesmo assim deveria ter algum apoio na realidade.
Muitas explicações foram dadas. A mais comum é que Jesus se refere a uma porta ou beco em Jerusalém chamado “buraco da agulha”, mas não existe nenhum fundamento para tal interpretação. Há alguns estudiosos que propõe, invés, uma solução interessante.
Sabemos das várias hipóteses que pensam que as fontes dos evangelhos, num primeiro momento, antes de ganhar a redação definitiva, eram em aramaico, língua falada por Jesus. Os evangelhos, invés, chegaram até nós em grego. Alguns dizem que a passagem do aramaico das fontes para o grego dos atuais evangelhos provocou alguns erros de tradução e uma dessas seria o “camelo”.
Em aramaico existem duas palavras muito parecidas, com significados diferentes:
  • Gamai: camelo
  • Gamia: corda da rede dos pescadores
A interpretação dos críticos é que quem escreveu o grego, o texto definitivo do evangelho, leu errado a palavra aramaica, isto é, leu “gamai” invés de “gamia”. Nesse caso a frase correta dos evangelhos seria: “é mais fácil uma corda da rede dos pescadores passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.
Essa hipótese adquire uma certa autoridade se consideramos o ambiente em que foi usada, isto é, Jesus estava lidando com um grupo de pescadores, que entendia bem de cordas, de redes, mas nada de camelos.
Em relação à interpretação, normalmente se sublinha o carácter da hipérbole, uma coisa exagerada, difícil de acontecer. Isso continua valendo, mesmo se admitimos a hipótese explicada. E o cerne da mensagem continua o mesmo: é preciso ser desapegado dos próprios bens para abraçar o Reino de Deus.

Créditos: http://www.abiblia.org/ver.php?id=7877